Agricultura

  • 19 de janeiro de 2026
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Nos últimos anos, o Rio Grande do Sul enfrentou uma sequência de estiagens que comprometeu safras, reduziu renda e alterou o planejamento agrícola. Estimativas do Departamento Econômico da Farsul indicam que as quatro grandes secas recentes representaram perdas equivalentes a cerca de meio Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. O impacto aparece na quebra da produtividade, no endividamento crescente e na dificuldade de manter a atividades em regiões mais vulneráveis. Não é apenas um problema agronômico, é um problema estrutural.

Devido às estiagens registradas entre 2020 e 2025, os produtores rurais gaúchos deixaram de faturar R$ 126,3 bilhões, segundo estimou a Farsul. Este valor movimentaria R$ 400 bilhões para a sociedade gaúcha, ou 49% do PIB do Estado. No período, a produção era estimada em 227 milhões de toneladas de grãos. No entanto, as colheitas atingiram apenas 178,47 milhões de toneladas.

O quarto levantamento de safra divulgado na semana passada pela Conab – Companhia Nacional de Abastecimento, estima uma colheita de 21,74 milhões de toneladas de soja. Se confirmado esse volume, representa um crescimento de 30,8% em relação ao ciclo anterior – que foi de perda em razão da estiagem.