DELEGACIA DE POLÍCIA DE PORTO XAVIER ALERTA A POPULAÇÃO SOBRE OS GOLPES MAIS COMUNS

  • 9 de março de 2026
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A Delegacia de Polícia de Porto Xavier alerta a comunidade para o aumento de tentativas de golpe praticadas por telefone, WhatsApp, redes sociais, aplicativos e plataformas de compra e venda. Em geral, os criminosos agem criando pressa, medo, urgência ou aparência de confiança, para induzir a vítima a fazer transferências, pagamentos ou repassar dados pessoais e bancários.

A orientação é simples: desconfie de pedidos urgentes, nunca entregue senhas ou códigos, confirme a história por canais oficiais e converse especialmente com familiares idosos ou com pouca familiaridade com tecnologia, que costumam ser alvos preferenciais dos golpistas. Em caso de dúvida, interrompa a conversa e procure ajuda de alguém de confiança ou da polícia.

1. Golpe do falso advogado

Nesse golpe, o criminoso entra em contato com a vítima se passando por advogado, procurador ou integrante de escritório de advocacia. Normalmente informa que existe valor a receber em processo, alvará liberado, acordo pronto ou decisão favorável, mas diz que, para liberar o dinheiro, a vítima precisa pagar custas, taxas ou honorários antecipadamente.

Muitas vezes, o golpista conhece número do processo, nome das partes e outras informações, o que dá aparência de veracidade. Isso pode acontecer porque diversos dados processuais são públicos e podem ser consultados por terceiros. Por isso, o fato de a pessoa saber detalhes da ação não prova que ela seja realmente o advogado do caso.

Orientação: antes de qualquer pagamento, confirme a informação diretamente com o advogado por número já conhecido, pelo escritório oficial ou pelo andamento processual em canal confiável. Nunca faça depósito apressado apenas com base em mensagem recebida por WhatsApp.

2. Golpe do falso sequestro

Os criminosos ligam dizendo que um familiar foi sequestrado ou está em poder de bandidos. Durante a ligação, fazem ameaças, choros ou gritos ao fundo para causar desespero e exigem transferência imediata de dinheiro.

Orientação: mantenha a calma, desligue assim que possível e tente contato com o familiar por outros números, aplicativos ou por meio de parentes próximos. Não faça pagamento sem confirmação real dos fatos.

3. Golpe da venda triangulada

O golpe da venda triangulada ocorre, em regra, em negócios feitos pela internet. O estelionatário engana ao mesmo tempo quem vende e quem compra. Ele copia anúncio verdadeiro ou se apresenta como intermediário, conversa separadamente com as partes e induz o comprador a transferir o dinheiro para conta de terceiro, enquanto o vendedor acredita que a negociação é legítima.

Orientação:

confirme quem é o verdadeiro proprietário do bem;

confira se os dados de quem anuncia são os mesmos de quem recebe;

faça pagamento apenas em nome do vendedor;

desconfie de intermediações confusas, pedidos de sigilo, mudança de conta ou pressa excessiva.

Se o nome do recebedor for diferente do vendedor, pare a negociação até tudo ser esclarecido.

4. Golpe da ligação do banco pedindo dados

Nessa fraude, o criminoso se apresenta como funcionário do banco e afirma haver compra suspeita, invasão de conta, tentativa de empréstimo ou necessidade de “bloqueio de segurança”. Em seguida, pede senha, número do cartão, código de verificação, token ou orienta a vítima a transferir dinheiro para uma suposta “conta segura”.

Orientação: banco verdadeiro não pede senha completa, código de autenticação, token ou transferência para “conta protegida” por ligação ou mensagem. Desligue e entre em contato com a instituição apenas pelos canais oficiais.

5. Golpe dos nudes

Os criminosos criam perfil falso em redes sociais ou aplicativos de conversa, conquistam a confiança da vítima e trocam mensagens íntimas ou imagens. Depois, passam a ameaçar divulgar esse material para familiares, amigos ou colegas de trabalho, exigindo dinheiro para não expor a vítima.

Orientação: não envie fotos ou vídeos íntimos para desconhecidos ou perfis recém-criados. Se houver ameaça, não pague, preserve as provas e procure imediatamente a polícia.

6. Golpe da clonagem de WhatsApp

Nesse golpe, o criminoso tenta tomar o controle da conta de WhatsApp da vítima. Para isso, costuma pedir o código de verificação enviado por SMS, se passando por empresa, suporte técnico, promoção, conhecido ou anúncio falso. Em outras situações, a vítima é induzida a instalar aplicativos maliciosos ou informar dados que permitem o acesso indevido.

Orientação:

nunca repasse código de verificação recebido por SMS;

ative a verificação em duas etapas no WhatsApp;

desconfie de contatos dizendo que “mandaram um código por engano”;

se perder o acesso à conta, tente recuperá-la imediatamente pelo aplicativo e avise seus contatos.

7. Golpe de pedido de dinheiro emprestado por contato conhecido

Esse golpe costuma ocorrer depois da clonagem de WhatsApp ou da criação de perfil falso com foto e nome de pessoa conhecida. O criminoso se passa por amigo, filho, parente ou colega e pede dinheiro emprestado, alegando urgência, problema bancário ou impossibilidade de fazer a transferência por conta própria.

Orientação: antes de transferir qualquer valor, ligue para a pessoa em número já conhecido, envie áudio, faça chamada de vídeo ou confirme por outro meio. Não confie apenas na foto e no nome do contato.

 

ATENÇÃO ESPECIAL COM PESSOAS IDOSAS E COM POUCA FAMILIARIDADE COM TECNOLOGIA

A Delegacia de Polícia de Porto Xavier pede atenção redobrada com pessoas idosas e com quem tem pouca experiência com aplicativos, bancos digitais e redes sociais, pois esse público é frequentemente escolhido pelos golpistas justamente por agir de boa-fé e, muitas vezes, sob forte pressão emocional.

Familiares e cuidadores devem orientar para que essas pessoas:

não façam transferências sem consultar alguém de confiança;

não forneçam senhas, códigos ou fotografias de documentos;

desconfiem de chamadas urgentes, ameaças e promessas de dinheiro fácil;

confirmem qualquer pedido por outro canal.

 

O QUE É O MED 2.0 E COMO ACIONÁ-LO

O MED é o Mecanismo Especial de Devolução do Pix, criado para facilitar a devolução de valores em casos de fraude, golpe, crime ou coerção. O sistema foi aprimorado para permitir maior rastreabilidade dos valores transferidos, aumentando as chances de bloqueio e eventual recuperação do dinheiro desviado.

Quando o MED pode ser usado

O pedido pode ser feito quando a pessoa for vítima de golpe, fraude, estelionato, crime, coerção ou quando houver movimentação Pix indevida ligada a fraude.

Prazo para pedir

O pedido deve ser feito o quanto antes, diretamente na instituição financeira responsável pela conta da vítima, pois a rapidez aumenta as chances de bloqueio dos valores.

Como acionar

Acesse imediatamente o aplicativo do banco e localize a transação Pix realizada.

Verifique se há opção de contestação, reclamação, golpe/fraude ou solicitação de devolução.

Se não localizar a função no aplicativo, entre em contato com o banco pelos canais oficiais e peça a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED).

Informe que foi vítima de golpe ou fraude e solicite o registro formal da ocorrência junto à instituição financeira.

Guarde comprovantes, prints, conversas, números de telefone, chave Pix e demais elementos.

Registre ocorrência policial o mais rápido possível.

O que acontece depois

Após a contestação, a instituição financeira analisa o caso e pode adotar medidas de bloqueio e rastreamento dos valores. A devolução, porém, não é automática nem garantida, pois depende da análise da fraude e da existência de saldo nas contas envolvidas.

O MED 2.0 permite que o valor transferido por Pix em situação de golpe seja rastreado e bloqueado ao longo de toda a cadeia de repasses, ou seja, não apenas na conta que recebeu o dinheiro da vítima, mas também nas demais contas para as quais esse valor for sendo transferido sucessivamente, aumentando as chances de impedir que o montante seja pulverizado, escondido ou sacado em espécie.

NÃO TENHA MEDO NEM VERGONHA DE DIZER “NÃO”

Muitas vítimas acabam cedendo porque o golpista cria um ambiente de medo, urgência ou constrangimento. Por isso, a Delegacia de Polícia de Porto Xavier reforça: não tenha medo ou vergonha de interromper a conversa e dizer “não”.

Frases simples podem evitar prejuízos e costumam desestimular o criminoso, como:
“Não passo dados por telefone.”
“Preciso confirmar a informação.”
“Fale com meu familiar.”

Essas respostas mostram cautela e costumam afastar o golpista, que prefere vítimas mais vulneráveis e menos desconfiadas.

 

ORIENTAÇÕES FINAIS E CANAIS DE APOIO

A Delegacia de Polícia de Porto Xavier orienta que, diante de qualquer suspeita de golpe:

não faça transferências ou pagamentos por impulso;

não informe senhas, tokens, códigos ou dados bancários;

confirme a história por outro telefone ou canal oficial;

desconfie de urgência excessiva e segredo;

preserve prints, comprovantes, nomes, números e conversas;

em caso de Pix fraudulento, acione imediatamente o banco e solicite o MED;

registre ocorrência policial o quanto antes.

Em caso de dúvida, a população pode procurar a Delegacia de Polícia de Porto Xavier para solicitar ajuda ou orientação, de segunda a sexta-feira, das 8h30 ao meio-dia e das 13h30 às 18h.

A população também deve saber que, em São Luiz Gonzaga, há plantão da Polícia Civil 24 horas, inclusive para situações urgentes.

A prevenção continua sendo a principal forma de evitar prejuízos. A Delegacia de Polícia de Porto Xavier permanece à disposição da comunidade para orientação, recebimento de denúncias e registro de ocorrências.

Fonte: 27ª DPRI