Preço do boi a peso vivo tem queda de 1,3% na semana

  • 3 de fevereiro de 2026
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O mercado de gado gordo gaúcho registrou queda semanal no preço do boi a peso vivo de 1,3%, enquanto o da vaca se manteve estável. Foi o que apurou o Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva da UFRGS. Entre os fatores que justificam a menor remuneração, está a grande oferta de carne aos frigoríficos devido à comercialização antecipada por parte dos pecuaristas que observam a diminuição do volume de pastagens e a entrada mais volumosa do produto de outros estados, explica o prof. Júlio Barcellos, coordenador do NESPro.

Segundo ele, normalmente no final de janeiro e início de fevereiro, ocorre uma redução no preço pago ao pecuarista gaúcho. “Neste momento nós temos dois eventos importantes. O primeiro é que se aproxima do final do verão, daquela abundância de pasto, pois já tem uma certa perspectiva de diminuição da intensidade de chuvas, e o pecuarista que produz o boi para vender ao abate começa a encontrar algumas dificuldades de manter estes animais ganhando peso nas suas propriedades”, relata. “Então, ele tenta antecipar os abates aumentando a oferta”, acrescenta.

Além disso, o preço mais alto do milho compromete a retenção de animais por mais tempo no confinamento. Desta forma, houve aumento de oferta de animais nas últimas duas semanas, situação percebida nos frigoríficos. A outra variável é a oferta de fora do Estado, visto que os preços do Brasil Central não sofreram acréscimo como no Rio Grande do Sul.

(Fonte: CP-Leandro Mariani Mittmann).